terça-feira, 16 de junho de 2015

Atividade física e o relógio biologico.

Qual o melhor momento do dia para a prática de exercicio e porque?
Resposta: No que diz respeito ao organismo, a questão é basicamente hormonal.
Ao ser feita dosagens plasmáticas dos diversos hormônios ao longo das 24h, se percebe uma variação enorme entre seus valores mínimos e máximos, que corresponde a mais de 100% da media de produção diária. Entre os fatores principais dessa variabilidade está principalmente o circarritmo endógeno. Nota-se também que cada hormônio tem seu pico de máxima em um determinado momento do dia (acrofase). Á quantidade de variação entre seus valores mínimos e máximos variam. Para alguns hormônios como o cortisol, por exemplo, ela pode chegar á 14 vezes; enquanto que Pará outros, como os hormônios sexuais, de uma a duas vezes.
Os ritmos cronobiológicos de produção hormonal seguem um padrão semelhante á onda com seu pico (acrofase) e vale (batifase). Quando o ritmo endógeno de produção de um determinado hormônio está em pico, o órgão ou sistema por ele beneficiado estará operando em alta freqüência. Quando em um vale, o sistema ou o órgão alvo estará funcionando com freqüência relativamente baixa, numa espécie de repouso fisiológico funcional. Um dos hormônios envolvidos diretamente com a atividade, é o hormônio cortical chamado de cortisol. Por causa de suas ações fisiológicas no organismo, o cortisol é conhecido como o hormônio da atividade. A principal das acrofases circadianas do cortisol atinge seu pico de máxima com o terceiro terço do sono noturno que precede imediatamente a vigília. Pela manha ao acordarmos, nosso sangue se encontra saturado com o hormônio da atividade, o que torna esse momento propicio para atividades mais intensas como o exercício. A natureza nos impôs a condição de que o exercício deve ser o primeiro alimento que devemos dar ao corpo no inicio do dia. Sob a atuação do cortisol, todo organismo se acha preparado para condições de alto impacto físico que demandam grande soma de energia. O cortisol disponibiliza essa energia a partir das gorduras e proteínas, numa verdadeira queima de energia estática que na maioria das vezes é utilizada pelas bactérias, como combustível para seu metabolismo. Ademais, ao mesmo tempo em que esses artigos redundam em energia para o movimento, outra grande parte deles ficam disponíveis para síntese de diversas substancias, em reparo dos tecidos lesados, e formação de novos tecidos.
A promoção de novos tecidos pela ação do cortisol endógeno pode ser explicada pelo fato de os aminoácidos que são liberados no processo catabólico das lábeis proteína pela ação do cortisol, poder ser usados na síntese de substancias intracelular, como pirimidinas, fosfato de creatina e purinas, que como se sabe, são essenciais não só na manutenção da vida como na reprodução de novas células. No tocante a ação tissular de reparo do cortisol plasmático, ao mesmo tempo em que são reparados os tecidos que sofreram desgastes durante a prática do exercício, de igual maneira são providos de reparos os demais tecidos, cujas células se encontrem inflamadas ou agredidas por radicais livres, produtos bacterianos, virais ou de qualquer outra natureza. Sem sombra de duvidas, durante o exercício sob a supervisão do cortisol plasmático, o corpo não só realiza uma faxina nos tecidos, como promove uma condição reformadora em seu meio ambiente interno. Em contra partida, exercicios vigorosos em um período onde os niveis plasmatico do cortisol espõe as articulaçoes a lesões, a uma sobrecarga funcional das glãndulas endócrinas que pode se manifestar em fouma de obesidade, diabetes, hiper ou hipotiroidismo e outras tantas em razão de varias células do organismo serem submetidas a lesões sem o seus devidos reparos fisiológicos. Células lesadas são células candidatas a todo tipo de enfermidade, desde a gripe ao cãncer.

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